Fotos: site villapompeia.com.br

Você que é fã da Timberland certamente gosta de viver a vida ao ar livre! Curtir uma trilha em meio à natureza deve ser seu ideal de prazer, mas provavelmente você vive numa grande cidade e só consegue curtir a natureza saindo dela, no fim de semana ou nas férias, certo?

 

Mas, como sempre mostramos aqui na sessão Explore sua Cidade do blog , é possível aproveitar muito ao ar livre nas cidades, e nos últimos anos diversos movimentos tem retomado os espaços públicos abertos das metrópoles, dos parques e praças às próprias ruas, para praticar exercícios ou apenas passear e curtir a vibração urbana sob um outro ponto de vista, tirando a “armadura” do carro e andando a pé ou de bicicleta. E a chamada street art, a arte urbana que usa as ruas da cidade como tela, tem sido uma vanguarda desse movimento.

E, sob um olhar mais atento, a “selva urbana” das cidades pode trazer tantas sensações diferentes como uma trilha na floresta. É só olhar ao redor para surpreender-se com a arquitetura, as árvores, a geografia e, principalmente, a arte e cultura urbanas. São Paulo, a maior cidade brasileira e uma das maiores do mundo, já é conhecida mundialmente como uma das capitais mundiais da arte de rua. Por toda a cidade é possível ver uma incrível variedade de grafites e pichações, de todos os estilos imagináveis, mas sempre atraindo o olhar e expondo questões e contradições da metrópole, além de, claro, encher de cores a cidade conhecida por ser predominantemente cinza.

 

A região central de São Paulo concentra os grafites mais conhecidos, como as verdadeiras “galerias a céu aberto” ao longo da Avenida 23 de Maio e do Elevado Costa e Silva, o Minhocão. Os pilares do metrô ao longo da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, também viraram uma galeria de arte de rua. O chamado “Beco do Batman”, na Vila Madalena também ficou famoso internacionalmente ao ser totalmente grafitado e é um dos pontos da capital paulista mais clicados no Instagram.

Mas um bairro vizinho à Vila Madalena pode ser considerado a “Meca” do grafite em São Paulo: a Vila Pompeia. Bairro formado no início do século 20 e habitado principalmente por imigrantes italianos, muitos funcionários das Indústrias Matarazzo, localizada no vizinho bairro da Água Branca, o bairro também ficou conhecido como preferido de artistas. De atores e músicos – o bairro ficou conhecido como “roqueiro” por membros de bandas como Mutantes e Made In Brazil, e mais recentemente Fresno e NX Zero – aos artistas plásticos que montam seus ateliês na região e espalham sua arte também pelas ruas da Pompeia.

 

 

Nos últimos anos, a Pompeia vive um boom de arte de rua. Os muros, vielas e as características ladeiras e escadarias do bairro, que tem uma topografia acidentada marcada pelo córrego canalizado Água Preta, são cobertos por uma incrível variedade de grafites. Um passeio pelas “trilhas” de concreto no caminho e nas imediações do Água Preta é uma verdadeira aula de arte urbana e um deleite para o olhar!

 

 

Você pode começar o passeio do alto da escadaria no final da Rua Cotoxó, que tem uma bela vista panorâmica da região e é totalmente coberta de pichações e grafites, rendendo belas fotos! Vire à direita na rua Francisco Bayardo, a parte de baixo da escadaria, e já verá várias casas e muros grafitados. Atravessando a Avenida Pompeia, na viela atrás do posto de gasolina, você vai se surpreendendo com uma sequência de grafites incríveis. Siga pelas ruas Mutuparaná e Pedro Lopes, vire à direita na travessa João Matias, praça Rio dos Campos, rua Mário Cardoso e entre na travessa Roque Adoglio, fechada para o trânsito de veículos. Todo esse caminho passa por cima do córrego Água Preta e os muros são cobertos de grafites coloridíssimos, contrastando com outros em preto e branco e as onipresentes pichações.

 

 

Alguns dos artistas de rua mais premiados do momento, como Alex Senna e Paulo Ito, não só espalham sua arte pelas ruas da Pompeia como moram e têm seus ateliês no bairro. Eles e muitos outros grafiteiros da região formam coletivos e fazem trabalhos conjuntos, com seus estilos próprios “dialogando” nos muros da Pompeia.

 

Para a caminhada você vai precisar, além da câmera ou do celular com uma câmera de boa resolução para registrar a arte no caminho, de um par de calçados resistentes e confortáveis e roupas leves, além da garrafinha d’água.

 

Depois, pode encerrar o passeio num dos bons botecos da região, como o tradicional Souza, na Avenida Pompeia, o Pompeia Bar e o Bar do Tom, vizinhos na esquina das ruas Desembargador do Vale e Dr. Augusto de Miranda, ou a Mercearia Santo Antonio, na rua Miranda de Azevedo quase na esquina com a Cel. Melo de Oliveira, pra tomar uma cervejinha bem gelada e forrar o estômago.

 

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