Não há como negar que os tempos estão mudados, e muito mudados, afinal, mesmo as gerações dos anos 80 e 90, já perceberam como as crianças e adolescentes de hoje são diferentes e vivem num mundo completamente diferente daquele que viveram. Esse novo mundo, repleto de tecnologia e informação de fácil acesso, nada tem a ver com aquele de antigamente, quando as pesquisas escolares ainda eram feitas na biblioteca, os trabalhos escritos à mão e em folha de papel almaço e ter um vídeo game em casa era luxo e pura ostentação!

A cultura brasileira e a globalização

As crianças e adolescentes de hoje têm uma visão globalizada de tudo o que existe, e por isso, novas culturas aos poucos são inseridas nos costumes brasileiros, que muito já tem se influenciado por essas culturas estrangeiras, seja no modo de se vestir, de falar, de consumir e até mesmo de se alimentar. Dessa maneira, a cultura do brasileiro acaba se misturando com a de outros povos.

Não é mau conhecer a cultura e os costumes de outros povos, porém, quando essa cultura passa a invadir as casas brasileiras é preciso tomar cuidado para que nossa identidade como nação não se perca para o estrangeirismo. A raiz de um povo precisa ser preservada para que este possa manter sua identidade conservada, e o brasileiro precisa dar atenção para esse ponto, antes que muito do nosso patrimônio cultural acabe sendo desprezado por nossos jovens e crianças.

A necessidade de preservar nossa identidade

A cultura brasileira é uma grande mistura de influências de povos diversos, que caracterizou costumes variados em cada região do Brasil. Sendo um país vasto e rico, o Brasil também possui riquezas imateriais além daquelas naturais, e ambas podem se perder se não nos comprometermos com a preservação da nossa cultura.

As escolas têm enfrentado um grande desafio na educação das crianças e jovens, com a necessidade de apresentar esse novo mundo globalizado e informatizado, mas ao mesmo tempo preservar nossas raízes, vindas de povos indígenas, africanos e europeus, assim como de imigrantes que chegaram aqui depois, vindos de outras partes do mundo, como o Japão.

Além das escolas, projetos sociais e ONGs espalhadas pelo Brasil também têm essa missão e comprometimento com a cultura local, regional e nacional, buscando disponibilizar para a população o contato com esse patrimônio, que para não ser perdido precisa ser ensinado para novas gerações. Esse belo trabalho é feito também no âmbito familiar, onde pessoas simples, que tiram seu sustento do artesanato e da estratificação sustentável, ensinam a seus filhos e netos como seus antepassados viviam e o modo artesanal de fabricar utensílios diversos e peças das mais variadas.

São essas ações que mantêm viva a tradição de muitos anos e aceso no coração dos nossos brasileirinhos o amor por suas raízes e os costumes tipicamente brasileiros. Em contraste com as novas informações que chegam, eles se dividem entre os conhecimentos que precisam agregar para sobreviver nessa nova realidade mundial, ao mesmo tempo em que mantém viva a cultura rudimentar de povos antigos e práticas tradicionais que poderiam ser extintas pelos processos fabris e tecnológicos, mas que se mantêm firmes em prol da conservação da nossa identidade como povo, assim como nossa música e dança, coloridas e alegres, com a cara do Brasil.

Para muitos, infelizmente, isso é dispensável, porém, para quem entende o valor da identidade cultural de um povo, é emocionante ver os mais velhos passarem adiante todo esse conhecimento e os mais novos aceitarem, com um sorriso no rosto, continuar o legado de seus ancestrais.

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